sábado, setembro 30, 2017




Livro “A Pedra de Dighton”
Prof.Doutor José Manuel Ferreira Coelho


Com muito prazer e satisfação, estive presente na Academia de Marinha,a convite do Prof. Doutor José Manuel Ferreira Coelho, na apresentação do seu interessante livro “A Pedra de Dighton - Seu Significado Histórico-Valores e Contra valores”.
Trouxe o livro que me despertou elevado interesse, e já o devorei. É um livro que defende, abordando com clarividência e saber, a intrincada, estranha e misteriosa questão, da  célebre pedra de Dighton que, o Prof Delabarre, descobriu na foz do rio Taunton, em Berkley, Fall River. E que o médico-historiador Dr.Manuel  Luciano Silva, (luso descendente , daqui bem perto, de Vale de Cambra) ,lutou, para não só tratar, preservar (e divulgar- Iº Congresso Internacional dos Descobrimentos, Lisboa-1960) ) a pedra que, nas opiniões daqueles estudiosos(a que se vem agora juntar o Prof.Dr.Coelho),provaria que Miguel Corte Real, teria pisado terras do continente americano, e aí se impondo aos nativos.
Talvez por influência do meu Prof.Luis Albuquerque,um dos maiores contestatários da verdade das inscrições na pedra, eu, por tudo quanto tinha lido(ouvi o Dr Luciano duas vezes, em Ílhavo.Lembro-me interrogá-lo) nunca fiquei  muito convencido .
Ora do livro do Prof. Dr Coelho, que já li atentamento, como o merece, saí um pouco mais convencido de que tal acontecimento poderia ter mesmo acontecido.
Porquê estou,então, mais convencido?
A inscrição segundo Delabarre e Luciano dirá :
MIGUEL CORTEREAL  V DEI
HIC DVX IND
A.D. 1511
Albuquerque  e seus seguidores, opunham
Dux -Duque (o que e que isso significaria???) ......IND –Indios?...como se naquele tempo ainda não se sabia....
E a principal residia na datação 1511- a data naquele tempo, era inscrita por algarismo romano, e não por números cardinais.
Ora o dr. Luciano, e agora o prof Coelho, acrescentam na inscrição a gravura de um escudo da Ordem de  Cristo, perfeitamente igual aos inseridos nos padrões deixados na costa africana nos Descobrimentos. Sem duvida algo que faz pensar e eliminar muitas dúvidas.
E logo o aparecimento de armas (espada do período de Afonso V)e  um canhão de culatra aberta, serão as melhores provas(?) de que a nossa presença naquelas Terras (então bem chamadas de Terra dos  Corte Reaes) indicia  presença portuguesa anterior, até (provavelmente) 1500.
Mas  então, levanto agora eu, a convicção de Armando Cortesão,de que a carta de 1424[1] demonstrava (já), navegações e visitas dos portugueses ao continente americano, muito antes de Colombo ter julgado chegar ás Índias, quando apenas teria  chegado às Antilhas, viria confirma-se e logo baralhar totalmente a história
Por isso o livro do Prof.Dr.Coelho ,profusamente ilustrado e cheios de pormenores históricos correlacionados, é um excelente trabalho, merecedor dos maiores aplausos.  
Senos da Fonseca



[1]  Consultar  meu livro “João Álvares Fagundes”

sábado, julho 29, 2017




Noite bela...


A lua vem pela água.
A maresia vem pelo ar.
Tudo está soberanamente tranquilo.
Remanso de silêncio,
Quietude interrompida  na margem
Por uns peixitos nervosos,a saltitar.
Refletida na ria a tua cara de ouro.

Salientes no anoitecer
Teus olhos.
Que todo o meu alfabeto
Não conseguem descrever.
Azuis...
Tão azuis!
Que aquela estrela romântica
Te mirou louca,extasiada,
Ciumenta aquela estrela pobre:
Por já não ter, de cansada,
O brilho do Teu olhar
SF.

terça-feira, maio 09, 2017

E pronto:acabei-a...

Saiu-me hoje de cima dos ombros um enorme  carrego de prenhe ansiedade.
Encerrei hoje a edição do livro -SAGA MAIOR –Os “ílhavos”  no marear da vida Litoral Fora- Séc. XVIII-Séc.XX. Hoje é  como quando se fazia um exame, e se entregava a prova. Agora o que está...está...E nada mais pode ser alterado, ou corrigido.
Nestes últimos três anos, trabalhei por vezes, exaustivamente, no livro (e num ou outro escrito para repor o equilíbrio, descomprimindo).Tive sempre a impressão, estranha, de que já não haveria tempo para o acabar.
Quando decidi escrever aquele o historial da minha Gente, eram quatro, os livros que pensava querer editar. Aquando do livro “Embarcações que tiveram o berço na Laguna,quase me foi exigido  entrar nas Bateiras. Só que, quando acabei de redigir este, perguntei-me : mas então e as Artes? Eu sabia que precisava de saber profundamente tudo, para então entrar na “Saga Maior”.
Trabalhei, pois, à pressão. Sempre a contra relógio. E ainda há dois meses, inesperadamente, perpassou por mim a ideia de que a “SAGA”“ morria na praia”.
Poucos farão ideia do que é escrever, página a página, este tipo de livro(400 páginas da história de gentes & muito mais).Obriga a um trabalho de procura ciclópico.Um verdadeiro desmando. Trabalha-se permanentemente no fio da navalha. Milhares de datas, nomes, factos, circunstâncias, interpretação... etc...etc. Qualquer falhanço pode deitar abaixo  todo o trabalho. Isto não é blá...blá...blá...
Hoje, dia de recolher a livralhada que me acompanhou, que consultei, onde tirei muitas dúvidas e confrontei o que sabia, não perdi tempo, e comecei, com ajuda, a emalar livros e dossiers. O livro tem 150 referências bibliográficas! Foi preciso ler, estudar, confrontar, e ...opinar. Adquiri por esse País fora, todos os livros editados nestes últimos anos(séculos!) sobre a matéria, e fotocopiei muitos outros, por impossibilidade de os obter. Na foto anexa podem apreciar-se os dossiers que, hoje, vão para o arquivo. Milhares de páginas, como é patente.


Dentro de dias convidarei todos os que o queiram, a comparecerem, no próximo dia 10 de Junho, no MMI, onde a “SAGA” será lançada. Com um programa inédito, muito especial, de que darei atempadamente conta.
UF!...hoje espero dormir bem. Ao contrário destes anos, em que o ritmo de estudo e escrita, me obrigou a ser escasso nesse exercício.
Passem boa noite. Vou celebrar...comigo.

Abraço Senos da Fonseca

Nota- Estou pois no desemprego. Finalmente....
-->
SF

sexta-feira, abril 21, 2017


Abril: síntese inalcançável

 

 

 

Já não há palavras

Que floresçam Abril,
 

Nem já há lágrimas

Que chorem Abril,

Pois já não há povo

Que sinta, nem saiba,

O que foi Abril!

 

 

Há palavras surdas

Que ferem Abril,

Há lágrimas fingidas que secam

Abril.

Há gente que já nem sonha,

Nem acredita

 Que neste País poderia Ter acontecido                              

 “Abril”.

 

Hoje todo o céu

É frio,

Nele Abril é um ponto,

Uma síntese

De um infinito

Sonhado.

Inalcançável.

 

 

 SF 25 Abril 2017

quarta-feira, abril 05, 2017



Sociedade de Geografia

É uma honra e vou aceitar.



Velho ou apenas um pouco gasto. Comecei tarde. A vida não o quis. E houve que galgar todos os degraus, à pressa.

No dia 20 de Abril ali estarei na Sociedade de Geografia

No próximo dia 10 de Maio será lançado, em Lisboa, o «Santa Maria Manuela»

No dia 10 de Junho lançarei a «Saga Maior»

E cá vou andando...e rindo....

Convidados os amigos para toda esta tralha de vida.

E para o ano, há mais....

Senos da Fonseca

segunda-feira, abril 03, 2017


Como vais da tua ofenditisse? 

Eu ofendi-me,

 Tu ofendeste-me,

 Ele ofendeu-me,

Nós! Vós! Elas!…

Todos!...se sentiram ofendidos….

Que raio de conceito de liberdade de expressão, têm estes «oficiosos» ofendidos.

Ora «bendes»…morriam se não «diktassem» ….

Assim vai o mundo. Perigoso.

Raios: o pior é a história do lobo….Ai se o não fora…

SF