segunda-feira, agosto 01, 2016








Quando eu morrer..



Céu claro

Águas azuis



Deslumbrado, fixo

A beleza da gaivota

De assas abertas esvoaçando



Céu azul

Águas claras



Oh! O reflexo do sol poente

Naquela vidraça,

Lá do outro lado



Céu azul

Vidraça afogueada



Oh! Como a maré

Corre tão terna

De tanto correr,vai cansada.



Águas azuis

Céu de poentes



Vou esperar pela estrela

Que vem sózinha

Sem trazer noivo,

A aguardar um galã

Que a roube

À prisão que o dragão,

De mil olhos zela

Para que não fuja.



Aguardem Vocês raparigas

Quando eu morrer

Virei roubar-vos uma a uma,

Para Vos pôr ao espelho

A  mirar Vosso corpo

Para nele matar

A minha saudade de amor

Sedenta.
SF  agosto 2016