sábado, julho 29, 2017




Noite bela...


A lua vem pela água.
A maresia vem pelo ar.
Tudo está soberanamente tranquilo.
Remanso de silêncio,
Quietude interrompida  na margem
Por uns peixitos nervosos,a saltitar.
Refletida na ria a tua cara de ouro.

Salientes no anoitecer
Teus olhos.
Que todo o meu alfabeto
Não conseguem descrever.
Azuis...
Tão azuis!
Que aquela estrela romântica
Te mirou louca,extasiada,
Ciumenta aquela estrela pobre:
Por já não ter, de cansada,
O brilho do Teu olhar
SF.

terça-feira, maio 09, 2017

E pronto:acabei-a...

Saiu-me hoje de cima dos ombros um enorme  carrego de prenhe ansiedade.
Encerrei hoje a edição do livro -SAGA MAIOR –Os “ílhavos”  no marear da vida Litoral Fora- Séc. XVIII-Séc.XX. Hoje é  como quando se fazia um exame, e se entregava a prova. Agora o que está...está...E nada mais pode ser alterado, ou corrigido.
Nestes últimos três anos, trabalhei por vezes, exaustivamente, no livro (e num ou outro escrito para repor o equilíbrio, descomprimindo).Tive sempre a impressão, estranha, de que já não haveria tempo para o acabar.
Quando decidi escrever aquele o historial da minha Gente, eram quatro, os livros que pensava querer editar. Aquando do livro “Embarcações que tiveram o berço na Laguna,quase me foi exigido  entrar nas Bateiras. Só que, quando acabei de redigir este, perguntei-me : mas então e as Artes? Eu sabia que precisava de saber profundamente tudo, para então entrar na “Saga Maior”.
Trabalhei, pois, à pressão. Sempre a contra relógio. E ainda há dois meses, inesperadamente, perpassou por mim a ideia de que a “SAGA”“ morria na praia”.
Poucos farão ideia do que é escrever, página a página, este tipo de livro(400 páginas da história de gentes & muito mais).Obriga a um trabalho de procura ciclópico.Um verdadeiro desmando. Trabalha-se permanentemente no fio da navalha. Milhares de datas, nomes, factos, circunstâncias, interpretação... etc...etc. Qualquer falhanço pode deitar abaixo  todo o trabalho. Isto não é blá...blá...blá...
Hoje, dia de recolher a livralhada que me acompanhou, que consultei, onde tirei muitas dúvidas e confrontei o que sabia, não perdi tempo, e comecei, com ajuda, a emalar livros e dossiers. O livro tem 150 referências bibliográficas! Foi preciso ler, estudar, confrontar, e ...opinar. Adquiri por esse País fora, todos os livros editados nestes últimos anos(séculos!) sobre a matéria, e fotocopiei muitos outros, por impossibilidade de os obter. Na foto anexa podem apreciar-se os dossiers que, hoje, vão para o arquivo. Milhares de páginas, como é patente.


Dentro de dias convidarei todos os que o queiram, a comparecerem, no próximo dia 10 de Junho, no MMI, onde a “SAGA” será lançada. Com um programa inédito, muito especial, de que darei atempadamente conta.
UF!...hoje espero dormir bem. Ao contrário destes anos, em que o ritmo de estudo e escrita, me obrigou a ser escasso nesse exercício.
Passem boa noite. Vou celebrar...comigo.

Abraço Senos da Fonseca

Nota- Estou pois no desemprego. Finalmente....
-->
SF

sexta-feira, abril 21, 2017


Abril: síntese inalcançável

 

 

 

Já não há palavras

Que floresçam Abril,
 

Nem já há lágrimas

Que chorem Abril,

Pois já não há povo

Que sinta, nem saiba,

O que foi Abril!

 

 

Há palavras surdas

Que ferem Abril,

Há lágrimas fingidas que secam

Abril.

Há gente que já nem sonha,

Nem acredita

 Que neste País poderia Ter acontecido                              

 “Abril”.

 

Hoje todo o céu

É frio,

Nele Abril é um ponto,

Uma síntese

De um infinito

Sonhado.

Inalcançável.

 

 

 SF 25 Abril 2017

quarta-feira, abril 05, 2017



Sociedade de Geografia

É uma honra e vou aceitar.



Velho ou apenas um pouco gasto. Comecei tarde. A vida não o quis. E houve que galgar todos os degraus, à pressa.

No dia 20 de Abril ali estarei na Sociedade de Geografia

No próximo dia 10 de Maio será lançado, em Lisboa, o «Santa Maria Manuela»

No dia 10 de Junho lançarei a «Saga Maior»

E cá vou andando...e rindo....

Convidados os amigos para toda esta tralha de vida.

E para o ano, há mais....

Senos da Fonseca

segunda-feira, abril 03, 2017


Como vais da tua ofenditisse? 

Eu ofendi-me,

 Tu ofendeste-me,

 Ele ofendeu-me,

Nós! Vós! Elas!…

Todos!...se sentiram ofendidos….

Que raio de conceito de liberdade de expressão, têm estes «oficiosos» ofendidos.

Ora «bendes»…morriam se não «diktassem» ….

Assim vai o mundo. Perigoso.

Raios: o pior é a história do lobo….Ai se o não fora…

SF

terça-feira, março 28, 2017



ANTES QUE....

Quando uma Instituição de SOLIDARIEDADE Social, ,começa e repete, a venda dos seus activos, começa a pôr em causa razões DOS SEUS FUNDAMENTOS.A Solidariedade Social não tem limites .E todos os activos, conseguidos, podem e devem ser colocados ao serviço da sua Missão. Quanto começamos a olhar para os cifrões deixamos de ter a noção para que é que se fundou a dita.
Lamentável....
Em 36 anos de Presidência de outras Associações, nunca me passou pela cabeça nem vernder
um alfinete, quanto mais....
.valorizar, comprar, edificar para....isso sempre me pareceu o correcto. Mas talvez eu e os que começámos estivéssemos errados...Por isso limito-me a registar...
Para o ano falamos.....
SF

terça-feira, março 14, 2017




Se não tiveres mais nada para fazer:-pensa!



Nestes dias em que me forçaram a repousar, dei comigo a ter tempo para me fixar e reflectir  em alguns dos sérios problemas para que procurei uma resposta que nunca chegou. Mas que sei, há-de chegar.

E assim dei comigo a pensar nas características humanas que eu gostaria de ver no Deus que se apregoa ser de todos. O que está plenamente demonstrado que, à falta das tais qualidades, e atributos humanos indispensáveis à pratica do sua tarefa,deixam muito a desejar…dos resultados.

E fiquei pelo cerne da questão. Deus fez-se desconhecer de tal modo - porque nenhum homem me verá e depois viverá(escrt) - fora das nossas concepções humanas, porque, afinal, não quis que conhecêssemos as suas fraquezas(incapacidades).

Adiante….

SF 13 Março 2017

segunda-feira, fevereiro 06, 2017


Nos Mares da Memória - estórias de uma faina maior…” 






And the winner is... 


“Through the seas of memory - tales of a great labour...”
Best documentary short film of Barcelona Planet Film Festival.
"nos mares da memória - estórias de uma faina maior…” foi o vencedor absoluto do Barcelona Planet Film Festi-val na categoria curtas documentários.  

Este festival internacional realizou-se em Barcelona, este fim de semana, e tem como objetivo primordial promover o cinema independente e a valorização de novos realizadores.
As expetativas, depois de ter sido selecionado entre cerca de cinco mil filmes para o Festival Internacional de Cinema da Figueira da Foz, Figueira Film Art, em setembro de 2016, já eram animadoras. Abertas outras portas em 2017 a nível internacional, este filme está ainda nomeado para o Roma Cinema DOC Film Festival.






Com estreia no Museu Marítimo de Ílhavo, em Dezembro de 2015, tem sido divulgado e visionado, em terras lusas ao longo de todo o litoral português.E ainda em Toronto no Canadá, por milhares de apaixonados por esta temática. Crê-se que, com a seleção para estes festivais, ele chegue a outros públicos muito diferenciados pelos cinco continentes.
Realizado por Rui Bela, guião de Senos da Fonseca e colaboração de alguns dos últimos heróis que protagonizaram  esta “saga”, este filme resulta num projeto em vídeo com uma singularidade ímpar quer em Portugal quer a nível internacional, pois dá ênfase à arte da pesca experienciada e sentida por portugueses, bascos, espanhóis, franceses e ingleses ao longo de cinco séculos de história, granjeando e preservando as inúmeras lembranças deste passado tão presente para alguns.
Fruto de muita investigação e empenho na recolha e tratamento de todos os conteúdos, nasce esta obra cine-matográfica. Não pretende, de forma alguma, enunciar tudo o que a matéria proporciona, mas deseja, simples-mente, ser o mais abrangente possível, numa perspetiva histórica, realçando os factos mais relevantes e, até agora, não patenteados. Sistematiza a informação escrita e fotográfica  e converte as “estórias” num autêntico documento audiovisual realçando todo o litoral português, nomeadamente, Aveiro, Viana do Castelo, Figueira da Foz, Nazaré, Ílhavo, Vila do Conde, Póvoa do Varzim, Esposende, Vila Nova de Gaia, Porto, Lisboa, Fuzeta, Açores, Caminha e o "Navio Hospital Gil Eannes“.
Se Portugal tivesse que enumerar alguns dos seus feitos mais gloriosos, a descoberta dos mares gelados da Terra Nova e da Gronelândia bem como a pesca do bacalhau, seriam seguramente dois deles.

Este documentário, com cerca de sessenta e seis minutos de duração, agora a concurso em vários certames internacionais e ainda a celebrar a conquista e as “salas cheias” serve, também, de plataforma para a promoção e dinamização cultural que nasce e vive em Portugal.


(Nota :  notícia para Informação do realizador Rui Bela)

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Por mim ,este prémio era há muito esperado.Não me surpreendeu,como tenho vindo a dizer. E outros virão,certamente.
Em boa hora fiz o desafio ao Rui-Para ele as minhas felicitações...e agradecimento.
Senos da Fonseca

quinta-feira, janeiro 12, 2017

  1. Vamos lá a esclarecer ..
  2. Nunca ...mas nunca - gostei de passar ,pelo que não sou. Nunca me intitulei ,e até sou, profundamente, contra títulos. Se mandasse proibia-os. Um individuo vale pelo que vale...
    Ora hoje alguém (?)apressadamente chamou-me a atenção para uma classificação que, certamente por boa intenção,me rotulava de «historiador».È evidente que o não sou. Poderia tê-lo sido. Mas, não...
    Já ouvi «chamarem-me», por pura amizade-ou gozo!-,de «poeta»......«investigador»...etc.
    Já um dia um disse: daqui a uns anos ninguém se lembra que fui(já não sou....) um engenheiro. Orgulhoso de o ter sido. O canudo está fechado como no dia em que o levantei . Pela carta de condução perguntaram-me dezenas de vezes. Pelo «canudo» nem uma. Gaita...
    E assim decorre a minha vida.
    E eu a sorrir-me com estes epítetos...
    Podem pois os «historiadores» da terrinha estarem sossegados, Não lhes beliscarei os «títulos».. Um dos «ditos» fez bem em me avisar do lapso, a que sou totalmente estranho.
    Mas isso não me impede ,nem me complexa, em lhes apontar o que penso pelos seus trabalhinhos !....
  3. SF

segunda-feira, janeiro 09, 2017









Esta noite…

Nesta noite chorarei

Ainda que esteja

Dormindo.

Chorarei a Pátria

Que sem Ti perdeu razão

Em o ser.

Uma Pátria

Onde já não há

Um outro,

Que a tenha por amante,

Alguém! …que saiba dizer

Por aí… Não !

SF  -8.01.2017